Stay The Night (25)

Capitulo Vinte e Cinco - Katie

 

 

- Não sei porque ficas tão nervosa. – observou Alana. – Eu sei que no fundo és espevitada.

- Não sei do que falas. – respondeu Katie, com um sorriso que fez Alana gargalhar.

Alana procurou por entre as prateleiras da pequena cabana, os seus CD’s antigos de Rap. Sempre gostara de ouvir um bom flow tanto que Lil Wayne era o seu preferido. Optou por introduzir o cd no rádio, e escolheu a música mais conhecida, Lollipop. Olhou para Katie, estava estranhava a música com o olhar e soltou um breve riso por entre os lábios. De seguida, procurou os copos num dos armários e retirou dois pequenos copos de whiskey, enchendo-os com vodka e sumo de limão de seguida, que se situavam no pequeno bar daquele cubículo velho.

Ofereceu um dos copos á sua amiga, que pegou imediatamente, bebendo o copo cheio, de penalti. Alana ficou surpreendida:

 

- Quem diria que a rapariga mais inocente, bebia vodka-limão com essa rapidez. ­ - Katie gargalhou e levantou-se, preparando outro:

- Não seja por isso, - sorriu. – neste acompanho-te.

Alana sorriu meigamente. Katie nunca tinha sido uma pessoa que se conseguisse abrir com qualquer um, muito menos uma. Sempre teve a ideia que as raparigas eram umas cabras, e os rapazes... bem, poucos se safavam. Sempre tivera apostado em Bill, mas nem esse conseguiu mostrar-se diferente dos outros. Por isso, não era uma rapariga comunicativa.

- Diz-me o que te atormenta. ­– disse Alana, dando um grande gole da sua bebida. Katie franziu o sobrolho e pensou duas vezes antes de responder:

- O que me atormenta? – perguntou. A sua amiga abanou a cabeça afirmamente. – Nada?

- Não me enganas Katie. – Alana passou do sofá ao lado, para ao lado de Katie. – Há algo aí que tu tens, mas que não tentas saber nem pensar. Dás-te bem com os teus pais?

- Mas isto é um inquérito da policia?! – resmungou Katie. Alana soltou uma breve gargalhada. – Sim, tenho uma relação com os meus pais óptima. Porquê?

- Okay, então problemas familiares estão riscados da lista.

- Ah, espera, afinal estou no psicólogo! – guinchou a ruiva.

- É o Justin? ­– a brasileira ignorou o comentário de Katie. – Ouvi dizer que ele gostava de ti.

Katie rendeu-se. – Também é o Justin.

­- Também? – perguntou Alana. – Então o que há mais?

- Alana, não era suposto divertir-nos? Beber, fumar? – perguntou Katie, tentando fugir á conversa. – Eu não quero falar sobre isso, sim?

- Se te fechas no teu mundo, a solidão consome-te, Katie. – Alana sorriu. – Eu só te quero ajudar, prometo. – Katie olhou-a nos olhos.

- Então ajuda-me. – declarou a ruiva.

No segundo a seguir, Katie envolveu a sua amiga num beijo. E ficaram assim durante bastante tempo, entrelaçando as línguas. Alana respirava ofegantemente de tão surpresa que tinha ficado. De seguida, parou o beijo e olhou Katie nos olhos. Katie tremeu, sentindo rejeição do lado da amiga.

- És lésbica? – perguntou, apática.

- Não sei. – disse em voz baixa, Katie. – É isso que quero sab...

Alana envolveu-a noutro beijo, mas desta vez sem qualquer tipo de interrupções e apertou o corpo da outra rapariga contra o dela, quase obrigando Katie a subir-lhe para o colo. Se a cabana tivesse janelas ou vidros, os vidros estariam embaciados. Alana mordeu o lábio de Katie e as suas mãos deslizaram por de baixo da camisola desta, retirando-a. Fitou-a de novo:

- Tens a certeza? – perguntou. – Não te quero obrigar a nada.

Katie sorriu. – Se fosse obrigada estava a correr daqui para fora como faço com todos os rapazes que tentam alguma coisa comigo.

 

publicado por CatarinaMills às 13:30